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10 Expoepi/2010 : Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças



Vigilância de doenças transmissíveis

Essa Mostra Nacional, ocorrida no Centro de Convenções Brasil 21 - Brasília, consolidou-se como o espaço para a troca de experiências entre os serviços de vigilância, profissionais de saúde e acadêmicos por meio do acompanhamento das transformações ocorridas epidemiológicas ao longo dos anos.  Consagrou-se como um mecanismo de divulgação e estímulo aos profissionais dos estados e municípios que encontram, neste evento, o local propício para compartilhar os resultados de suas ações.

O evento teve uma riqueza grandiosa de temas e debates, vejamos alguns:
A comunicação em saúde ganhou espaço, havendo uma discussão acerca dos pontos positivos e negativos da cobertura da mídia na pandemia de influenza H1N1 (2009). Concluiu-se que o desafio maior da comunicação em saúde é fazer com que a informação chegue à população sem distorções ou ruídos. 

- Foram realizadas sete oficinas e reuniões técnicas organizadas pelos departamentos da Secretaria de Vigilância em Saúde com a finalidade de atualizar os gestores estaduais sobre a promoção da saúde e sobre agravos não transmissíveis por meio de apresentações bem-sucedidas implementadas pelos diversos estados brasileiros. Nesta ocasião, houve um debate sobre a eficácia das ações de promoção da saúde, as principais conquistas e dificuldades dos últimos anos e as perspectivas para o futuro.

- Por meio de painéis, houve a discussão de temas relacionados ao combate de emergências de saúde pública, destacando a importância do aprimoramento da vigilância epidemiológica, da capacitação de profissionais e do trabalho conjunto entre as três esferas do governo (municipal, estadual e federal). 

- Além disso, temas como controle da dengue, a pandemia de influenza H1N1 e violências foram brilhantemente abordados em ricas discussões.

Distribuição de materiais impressos de grande qualidade sobre estudos epidemiológicos, prevenção e promoção de saúde, planejamento de ações em casos de epidemias ou surtos epidêmicos.



Promoção de Saúde na Educação

Intervenção de Conscientização sobre Pediculose realizada em uma comunidade escolar do Paranoá -DF por estudantes de Enfermagem da Universidade de Brasília.


Esta intervenção foi realizada em 2010 enquanto nós, estudantes de Enfermagem da Universidade de Brasília, cursávamos a disciplina de Parasitologia. 
Inicialmente, visitamos um colégio público de ensino fundamental do Paranoá-DF, onde entrevistamos alunos entre 6-12 anos e professores com a finalidade de levantar dados sobre a frequência de piolhos nas crianças e como os professores lidavam com essa situação.

Infelizmente, os resultados obtidos foram alarmantes. Quase 65% das crianças entrevistadas tinham ou tiveram pediculose recentemente, além disso, mais de 60% dos professores não souberam identificar um piolho ao visualizar uma fotografia ampliada do mesmo. Quando os entrevistados foram questionados sobre a forma de tratamento contra os piolhos, as respostas obtidas foram: o uso de coca cola, inseticidas como Baygon e Neocid, solução de água, vinagre e sal aplicados nos cabelos. Percebemos que a infestação por piolhos é vista com descaso pelo Sistema de Saúde que não tem um programa de controle; pela Instituição Escolar que não promove a educação dos alunos e/ou pais sobre as formas de evitar e ou tratar este mal pelo fato dos profissionais não possuírem conhecimentos básicos sobre este assunto. 

Em um segundo momento, voltamos a essa mesma escola e fizemos uma intervenção voltada para os alunos e professores, onde empregamos o teatro para transmitir as informações básicas sobre essa pediculose (infestação por piolho) como: definição, exposição de imagens do piolho, as formas de contágio e os tratamentos empregados para eliminar este parasita (uso de pente fino e de shampoos piolhicidas, catação). Nesta ocasião, entregamos a cada aluno um kit contendo um pente fino e uma cartilha com informações sobre  pediculose para que pudessem levar para os pais.
Mas qual a importância de se trabalhar a pediculose no ambiente escolar? A escola infantil é o local onde há maior incidência de piolho, além disso, essa infestação causa muito incômodo à criança gerando perda da concentração com interferência na aprendizagem, prejuízo da auto-imagem e preconceitos por parte dos colegas.  

A experiência vivenciada foi muito positiva tanto para a escola quanto para nós, estudantes de enfermagem, visto que a rede pública de ensino é carente de certas intervenções ou projetos na área da saúde, os quais são importantes para a mudança de comportamentos de risco e para a melhoria da qualidade de vida. Sob o nosso ponto de vista, pudemos obter muito aprendizado através da análise dos dados da entrevista, da percepção da realidade social dessa comunidade escolar, da relação de troca que estabelecemos com os alunos durante a intervenção, etc. Foi muito gratificante ter contribuído com um grãozinho de areia para a construção do conhecimento dessas crianças.







"A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo" (Mandela) 


Grupo de Gestantes, Paridas e Casais Grávidos do HUB

No Hospital Universitário de Brasília/DF (HUB), mais precisamente no corredor azul do ambulatório, sala 49, está instalado o "Grupo de Gestantes, Paridas e Casais Grávidos", um projeto desenvolvido pela professora-enfermeira Rejane Griboski que tem o objetivo de acolher as gestantes que buscam o serviço de saúde a fim de obter o apoio e suporte para a minimização de suas necessidades e inquietações durante a gestação, parto e pós-parto. 

Rejane Griboski (canto direito) e as monitoras
As reuniões do grupo ocorrem às sextas, das 10 às 12 horas, recebendo as gestantes em qualquer fase do ciclo gravídico, além de paridas e casais grávidos que estão ou não inseridos nesse projeto. Todos são bem vindos e muito bem acolhidos neste ambiente de paz, amor e solidariedade, basta apenas comparecer ao encontro.

As metodologias utilizadas pelo grupo são:
- a escuta solidária aos participantes, os quais relatam sua situação física e psicológica, esclarecem dúvidas, compartilham informações sob orientação de profissionais de saúde;
- o diálogo, onde há trocas de experiências e orientações clínicas; 
- a realização de oficinas, consultas, exames, exercícios físicos destinados à gestante;
- momentos de reflexão e empoderamento da mulher.
- educação perinatal, situação em que os profissionais de saúde disponibilizam informações sobre a idade gestacional, os exames a serem realizados e seus resultados, minimizam dúvidas , inquietações e ansiedades das mulheres relacionadas às mudanças físicas e funcionais do organismo, auto-imagem, dentre outros.


Estabelece-se um ambiente informal,
onde as gestantes sentem-se à vontade.





Rejane dialogando com as gestantes.




 



Gestante realizando exercício físico.


As gestantes sentem-se acolhidas, seguras e empoderadas ao final da interação grupal, pois, segundo elas, no grupo há apoio emocional, psicológico e físico, fator fundamental para uma gestação tranquila e saudável.