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Os Benefícios do Açaí

Uma fruta característica da Região Norte do Brasil, e bastante procurada por quem pratica exercícios físicos, vem conquistando cada vez mais os adeptos de uma vida saudável e, principalmente, as pessoas preocupadas em cuidar da saúde. O açaí, de sabor naturalmente amargo (na versão concentrada, consumido nas grandes cidades), tem sido objeto de inúmeras pesquisas científicas cujos resultados apontam para um elevado valor nutricional. Quem aprecia a fruta concentrada ou in natura não imagina que o seu consumo garante uma boa quantidade de vitaminas e de antioxidantes, que atuam diretamente na eliminação dos radicais livres, responsáveis pela prevenção de doenças e do envelhecimento.
Segundo a nutricionista Elaine Martins Bento, diretora da Associação Paulista de Nutrição (Apan), o açaí é rico em proteínas, gordura vegetal, vitaminas B1, C e E e minerais, como ferro, fósforo, cálcio e potássio. Também contém fibras e alto teor de antocianinas, que são os antioxidantes. "Além de ser um excelente repositor energético, beneficia o trânsito intestinal, pelo aporte de fibras", diz a médica. A alta concentração desses nutrientes vem chamando a atenção dos cientistas e as mais recentes pesquisas têm rendido à fruta a fama de ser a campeã brasileira nesse quesito.


Benefícios:

1) Possui elevada quantidade de vitamina E e antocianinas; logo é um antioxidante natural e ajuda a combater os radicais livres; 

2) É rico em fibras e dessa forma ajuda no trânsito intestinal;

3) É riquíssimo em ferro, mineral importante ao corpo e que combate a anemia;

4) Tem um teor considerável de proteína, elemento que age na reparação e construção de tecidos;

5) Tem grande concentração de cálcio, que é essencial na formação dos ossos e dentes;

6) Possui um índice elevado de vitamina B1, que além de ajudar no estímulo do apetite, garante o bom funcionamento do sistema nervoso


Valor Energético:

Embora sejam inegáveis os benefícios do açaí para a saúde, ele é uma fruta bastante calórica. "Tem 247 cal. em 100 g", alerta Elaine. Se por si só já é calórico, a visão na tigela, que contém guaraná e outras frutas, torna-se mais perigoso para quem quer perder peso. "Quando a polpa é associada a outros ingredientes, aumenta o valor calórico, porém somam-se os benefícios dos outros alimentos", diz a diretora da Apan.


Informação Nutricional:

Cada 100g de polpa de açaí contém aproximadamente:

Calorias: 349 Kcal
Proteínas: 13g
Carboidratos: 36g
Lipídios: 17g
Fibras: 34g
Sódio: 56,4mg
Cálcio: 286mg
Ferro: 26mg
Fósforo: 227mg
Potássio: 932mg
Magnésio: 174mg
Vitamina C: 17mg
Vitamina E: 45mg
(Ref: Dra. Fernanda Scheer -Nutricionista Funcional)


Atenção para a Qualidade da Fruta 

Recentemente foi noticiado que diversas pessoas foram infectadas com a doença de chagas depois do consumo do suco natural de açaí na região amazônica. A nutricionista da Apan, Elaine Bento, diz que a ligação do suco com a doença, segundo pesquisas, está no ato de o barbeiro fazer um ninho nas folhas da árvore ou no próprio cacho. "Assim, quando é realizada a colheita, o inseto é levado junto e triturado com a fruta na produção da polpa", explica. A engenheira de alimentos Eliana Ribeiro, do Instituto Mauá de Tecnologia, confirma que, nessa situação, o inseto transmissor da doença integrou-se à mistura e, como ela foi consumida sem tratamento térmico, isso permitiu a transmissão do mal. "Se a polpa for tratada, a forma ativa do inseto é destruída", afirma. Segundo ela, a vantagem de se consumir o açaí processado é que ele é pasteurizado para garantir maior tempo de vida útil. "Com isso, o elemento transmissor da doença, se estiver eventualmente presente, será destruído", completa. Por isso, a nutricionista Elaine Bento faz um alerta: "Antes de comprar o suco ou derivados da fruta é necessário se certificar que houve pasteurização (procedimento para esterilização pelo aquecimento e esfriamento rápido do líquido) no processo. Na dúvida, é melhor não adquirir o produto, pois só o congelamento não é capaz de matar o protozoário."


Fonte: Revista Dieta já - Adaptado

Aprenda a prevenir doenças transmitidas por alimentos

 . Foto: Getty Images
Uma pesquisa do Ministério da Saúde revelou que, de 1999 a 2007, ocorreram 5.699 surtos de doenças transmitidas por alimentos, deixando 114 mil pessoas contaminadas.
É de janeiro a março que aumenta o problema. "Nesse período, as pessoas fazem mais refeições fora de suas residências e comem alimentos de vários lugares, como ambulantes, vendedores de praia, lanchonetes, restaurantes", explica a coordenadora de Vigilância das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério, Greice Madeleine Ikeda do Carmo.

Apesar da refeição feita fora de casa ser a suspeita número um, a pesquisa mostra que a maioria dos surtos (34,7%) surge dentro de casa. "Muitos alimentos são reaproveitados para mais tarde. O problema é que muita gente esquece de armazená-los corretamente, em refrigeradores ou freezers. Com isso, ficam expostos à temperatura ambiente e sujeitos à multiplicação de microorganismos", alerta Greice.
Entre os alimentos que mais provocaram problemas estão ovos crus e mal passados (responsáveis por 22,6% das doenças), pratos com alimentos de origem animal e vegetal (17,2%), carnes vermelhas (11,6%) e sobremesas (10,9%). A lista também conta com água (8,6%) e leite e seus derivados (7,1%).

As bactérias são as principais responsáveis pelas contaminações, seguidas pelos vírus e produtos químicos. Os sintomas são falta de apetite, náuseas, vômitos, diarreia, dores abdominais e febre.
Portanto, para relaxar no verão sem preocupações, siga as recomendações da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde:
1) Lave as mãos antes e durante a preparação dos alimentos,
2)
Limpe bem os utensílios utilizados na preparação dos alimentos;
3)
Separe alimentos crus dos cozidos ou prontos para comer e utilize utensílios diferentes para cada um deles. É que, se contaminados, os alimentos crus podem transferir os microorganismos aos outros ingredientes durante a preparação;
4)
Alimentos prontos que serão consumidos posteriormente devem ser armazenados sob refrigeração;
5)
Cozinhe completamente, a 60°C, carnes, frangos, ovos e peixes;
6)
Reaqueça alimentos conservados a 70°C;
7)
Evite deixar alimentos expostos por mais de duas horas;
8)
Use água ou gelo apenas de procedência conhecida;
9)
Prefira alimentos já tratados, como leite pasteurizado, e frutas e verduras que podem ser descascadas;
10)
Evite consumir pratos que contêm ovos, como gemadas, ovos fritos moles e maionese caseira. Também não consuma sorvetes de procedência duvidosa;
11)
Pescados e mariscos oferecem riscos, pois podem estar contaminados com toxinas que permanecem ativas mesmo depois de cozidos;
12)
Cheque o prazo de validade dos alimentos, acondicionamento e suas condições físicas, como aparência, consistência e odor.

Fonte: http://saude.terra.com.br

Ligação Crucial: vínculo entre mãe e bebê

Antigamente, pensava-se que essa relação mãe-filho começava no nascimento. Hoje, sabe-se que o vínculo tem início durante a gravidez.
A futura mãe, de um modo ou de outro, identifica-se com o feto que está a crescer dentro de si e, desse modo, pode atingir uma percepção muito sensível do que o mesmo necessita. Essa sensibilidade da mãe para responder às necessidades da criança e a qualidade da interacção entre ambos, contribuem para o desenvolvimento de um senso de confiança e de segurança que servirá como base para o crescimento psíquico, emocional e social da criança.

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Começo fundamental

No interior do ventre materno, num mundo de conforto, de paz e de harmonia inigualáveis, iniciam-se os primeiros registos cerebrais, as primeiras emoções. Durante os nove meses em que cresce no útero, o feto tem as suas necessidades constantemente supridas. Um dia, porém, esses laços são rompidos, e ele toma contato com o desconhecido mundo exterior. Essa é a nossa primeira experiência de perda e o nosso primeiro ato de maturidade. A partir daí, o conforto da vida intra-uterina é nos retirado abruptamente. Começa a mudança natural e inerente à criança, que vai da dependência até à interdependência.
Contudo, ainda somos muito frágeis e, para tentar reaver alguns daqueles privilégios da vida intra-uterina, temos de chorar e gritar para ser atendidos. Assim, no momento em que somos colocados no colo da nossa mãe ou sugamos o leite no seu peito, reencontramos novamente a paz, a harmonia, o aconchego materno e acalmamo-nos. Consequentemente, a criança aprende que pode confiar na mãe, restabelecendo, assim, a fé na vida, a fé em que o paraíso perdido pode ser reencontrado.
Sabemos que o modo como a criança é criada tem profundas consequências na estruturação da sua personalidade. Quando a criança nasce, não tem identidade psíquica definida, nem auto-imagem formada. 
O modo da mãe nos acalentar, aconchegar e alimentar tem profundo significado na nossa existência. A amamentação estabelece uma ligação mais íntima nessa relação mãe-filho, satisfazendo de modo mais amplo as necessidades emocionais de ambos, oferecendo ao bebê maior garantia de equilíbrio interno e de um bom desenvolvimento da auto-estima positiva. As carícias da mãe, no ato de amamentar, não só proporcionam intensa sensação de prazer. Elas dão, progressivamente, ao ego corporal do bebê um sentido de existência. As primeiras impressões da personalidade em desenvolvimento vêm desse contacto inicial com a mãe. Por isso, os mais significativos laços humanos são os que existem entre a mãe e o seu filho.

Vínculo de amor
Vários autores salientam a importância da reciprocidade afetiva entre mãe e filhos e a quebra do vínculo afetivo como responsáveis por um padrão de fragmentação do ser, gerando assim, graves consequências para a saúde mental da criança.
A mãe precisa de se envolver emocionalmente com o seu filho, pois essa resposta empática da mãe é vivenciada pela criança como forma de validação e de reforço, um forte senso de pertencer e ser entendido. Esse tipo de experiência pode aumentar o apego da criança aos pais. Assim, a empatia da mãe contribui para uma relação segura mãe-filho, o que, posteriormente, influenciará na competência social da criança.
Portanto, as primeiras imagens que a criança tem de si são aquelas que vê espelhadas no olhar ou no toque da mãe. Se ela olha para a criança ou lhe toca de maneira suave, carinhosa e amável, esta sente-se amada e desejada. Essas atitudes transmite ao bebê a sensação de que ele é muito importante para a mãe. Pois não é o que se faz, mas como se faz, que proporciona à criança a sensação de aceitação e de que ela é amada por ser como é.
O colo físico e emocional dado pela mãe é a base de uma matriz de segurança, confiança na vida e geratriz de fé. E quem tem fé e esperança, pode lidar com a vida da maneira como ela é, e vai sempre procurar aquilo que é verdadeiramente bom para si mesmo e para o próximo. Dessa maneira, através do cuidado do corpo, do respeito pelo seu próprio ritmo e da satisfação das suas necessidades psico-emocionais, a mãe ensina à criança a noção de si mesma e essa interacção é a base do surgimento do respeito próprio e da confiança na vida. 
Esse sadio relacionamento mãe-bebé representa protecção e segurança para a criança, contribuindo essencialmente para o desenvolvimento adequado do aparelho psíquico e do seu amadurecimento emocional. Desse modo, ser mãe é mais do que cuidar de alguém, ser mãe é formar um ser singular num ser especial

Fonte: Revista Saúde e Lar

Viva, apesar de Trabalhar!





A tortura começa ao acordar. Cristina, 32 anos, vendedora, levanta-se da cama querendo voltar a dormir, e sai de casa para o trabalho como se estivesse a ir para um campo de batalha. O problema com o chefe, o stress cotidiano, a preocupação com os filhos e o marido geram uma pressão tão insuportável que a sua saúde mental e física começou a dar os primeiros sinais da crise. Não suportava mais: “Chorava constantemente, a minha saúde ficou abalada, todo o meu organismo sofreu com o clima do meu trabalho. Acabei tendo que ir ao médico”, lembra a Cristina, que agora está de baixa por problemas arteriais, depressão e alteração da tiróide.
 
Se você se identificou com a situação desta profissional saiba que não está sozinho no barco. Quem sofre com injustiças no trabalho, atribuídas geralmente ao superior imediato, tem consciência de que todos os aspectos da vida são atingidos pelo iceberg da insatisfação. De tão importante, o assunto tornou-se um tema de pesquisa no Reino Unido. Uma equipa do Buckinghamshire Chilterns University College, na Grã-Bretanha, separou uma turma de enfermeiras de um hospital para realizar o teste. O que era senso comum ficou comprovado cientificamente: as pessoas que se sentem injustiçadas no trabalho sofrem um aumento de tensão arterial e são levadas à depressão.

No estudo, as enfermeiras foram divididas em dois grupos: um não considerava os superiores injustos e o outro pensava de forma bem diferente. Não é difícil entender o que aconteceu. Depois de medir a pressão arterial das participantes a cada 30 minutos durante doze horas e três dias de trabalho, foi constatado um aumento médio de 15 por 7 na pressão arterial das enfermeiras que consideravam os superiores injustos. Os especialistas garantem que um aumento de 10 por 5 na pressão arterial, é o suficiente para garantir indesejáveis 16% de risco de problemas cardíacos e assustadores 38% na probabilidade de um derrame.
 
Muitos funcionários vão guardando a mágoa, a raiva e a sensação de desagrado. “No fundo, eu não tenho ódio ao chefe, à pessoa em si, mas sim às atitudes que ele toma. Como trabalho com vendas e no mesmo sector trabalha a mulher dele, é difícil aguentar que ela receba mais privilégios que os outros. Essa injustiça fez-me adoecer”, indigna-se a Cristina. Ela acredita que teve parte da culpa por não ter tomado uma decisão antes, mas pondera: “Se falar, corro o risco de ser demitida, e se não, a minha saúde é que fica comprometida. Deveria ter pensado mais na minha saúde e na minha família, que sofreu comigo.”

Trabalho aborrecido
O cardiologista e professor Renato Maciel, da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc), Brasil, adverte para o fato de que o coração pode ser vítima também quando a trama gira em torno de um trabalho aborrecido, mesmo que haja bom relacionamento com o chefe. Quem tem um ofício considerado enfadonho e não tem qualquer prazer na atividade que desempenha, corre grande risco de sofrer um ataque cardíaco.

Alterar a situação
Para quem costuma dizer que consegue separar o trabalho da vida pessoal e da saúde, fique alerta: os trabalhadores devem prestar mais atenção aos sinais do corpo antes que seja tarde. Se não dá para trocar de trabalho ou de chefe, tente olhar com mais positivismo para os obstáculos do dia-a-dia. 
Os pessimistas baterão o pé e dirão que não, mas é só procurar, e verão que há sempre algo de bom em cada situação e cada pessoa. Parar um tempinho durante o expediente para alongar o corpo e convidar o superior para a atividade – porque não? – pode ser uma alternativa para parar o mau humor.
 
Já para os que estão no outro prato da balança, os chefes, é interessante pensar mais de duas vezes antes de atingir um funcionário com um comentário maldoso. Além, é claro, de lembrar de pedir a opinião dos subalternos em situações diversas também favorece uma boa relação. Talvez seja desconfortável a princípio, mas ser humilde, elogiar e motivar quem depende das suas ordens rende muito mais do que exigir, fiscalizar ostensivamente e repreender por qualquer falha. 

Fonte: Revista Saúde e Lar  - Adaptado

A Música e a Saúde Mental


 

Situações de ansiedade, depressão, o stresse não controlado, a esquizofrenia geram uma degradação dos estados de saúde mental não apenas dos adultos, mas também das crianças e dos adolescentes, alterando o desempenho pessoal e social desses indivíduos.  
Entretanto, a boa notícia é que temos uma capacidade de intervenção, uma potente arma que pode ser útil, quer na manutenção ou no restabelecimento da saúde mental. Falamos da MÚSICA!

A auto-estima e o papel da música
A auto-estima refere a capacidade que uma pessoa tem de recolher sobre si própria uma opinião positiva e realista, criando nela um reconhecimento do seu valor e unicidade. Expressa uma atitude de aprovação ou desaprovação, e indica o grau em que o indivíduo se considera capaz, importante e valioso.

O processo de dominação de crianças, rejeição e punição severa resultam em auto-estima diminuída. Assim, uma criança com auto-estima diminuída tem uma atitude submissa e passiva. No entanto, a qualquer altura pode alterar o seu comportamento, para o oposto extremo, de agressão e dominação.
As “... crianças não nascem preocupadas em serem boas ou más, espertas ou estúpidas, amáveis ou não. Elas desenvolvem estas concepções. Criam auto-imagens... baseadas fortemente na forma como são tratadas por pessoas significantes, os pais, professores e amigos.” (Coopersmith, S., 1989).

A ansiedade é causada por fracassos e outras condições que revelam certas insuficiências pessoais. Alguém que está com uma baixa auto-estima frente a estes fracassos, pode vir a agravar ainda mais o problema. Mas, com uma auto-estima elevada, poderia ver ultrapassada mais facilmente a situação.
Um dos instrumentos que acentua o reforço da auto-estima é a criatividade. Está demonstrado que pessoas criativas têm estatisticamente mais propensão para elevada auto-estima, assumem papéis novos e ativos, e são positivas na expressão das suas concepções sobre a vida e os seus planos. Assim, alguém com elevada auto-estima supera medos e ambivalêncas, orienta-se para objetivos e desenvolve metas pessoais que são a mais forte contribuição para ultrapassar as crises da vida. É neste ponto que a música desempenha o seu papel fundamental de reforço da auto-estima.

Música é criatividade, liberdade, satisfação por conseguir, após exercício coordenado por disciplina, atingir os objetivos procurados.
Assim, uma criança que alimenta a sua auto-estima através da criatividade produzida pela sua música, sai reforçada para melhor enfrentar os constrangimentos da sua vida, aprendendo a superá-los, preparando-se assim para uma vida adulta mais bem conseguida.

O auto-conceito e a música
O termo auto-conceito foi definido por na última década do século XIX, como o conjunto de tudo o que o indivíduo pode chamar seu, não só o seu corpo e capacidades físicas, mas também os seus pertences, amigos, familiares ou trabalho. O auto-conceito é reflexivo, pois é caracterizado pela dualidade do que é EU (o que é o indivíduo) e MIM/MEU (o que pertence ao indivíduo). No primeiro caso, o EU refere-se à consciência sobre o que acontece. O MIM/MEU é caracterizado pelas ideias que se têm sobre si mesmo e o que se gostaria de ser (James, W., 1890).

O auto-conceito é hoje reconhecido como um dos elementos mais poderosos na construção de uma personalidade equilibrada, que poderá ajudar uma criança a ultrapassar as diferentes fases da vida, nomeadamente as que marcam a afirmação pessoal. É o auto-conceito que está por detrás de problemas, que são hoje tão enfatizados, como as perturbações alimentares (bulimia, anorexia, etc.).

Assim, um meio de prevenir que isto aconteça está ao alcance de cada criança ou adolescente que retira da música prazer e o espaço para desenvolver a sua criatividade.
Devido ao poder que a música tem sobre a mente, ela ajuda a restabelecer um auto-conceito positivo, ajudando a pessoa a passar mais protegida pelas fases difíceis da sua vida. 


  Se você se der o direito à música poderá contribuir para melhorar o seu bem-estar e de toda sua família. 
Coopersmith, S. (1989). Coopersmith Self-Esteem Inventory. Palo Alto, CA: Consulting Psychologists Press. p. 2
James, W. (1890). The principles of psychology. New York: Holt. 
Fonte: Revista Saúde e Lar

Doenças que Começam na Mente

Os médicos constatam que a forma como o doente enfrenta a doença é decisiva para a sua cura, mas o que acontece é que as próprias doenças são, frequentemente, causadas pela atitude mental. As dificuldades econômicas, a infelicidade, os remorsos, a preocupação permanente, são causas que vão debilitando as forças vitais, não apenas da alma mas também do corpo.
Nunca ouviu falar de alguém a quem, perante um desgosto muito forte, lhe caiu o cabelo ou ficou com ele todo branco? As emoções negativas, como obsessões intensas, ciúmes, ideias exageradas ou distorcidas da realidade, podem produzir um grande dano em pessoas sensíveis. E isso pode manifestar-se fisicamente em enjoos, dores de estômago, dificuldades  em respirar... E, se ficarem reféns desses efeitos, podem incorrer em doenças mais graves.

Cérebro saudável
O centro de operações da vida encontra-se no cérebro. É necessária uma alimentação adequada e equilibrada para que todo o corpo funcione bem, incluindo os circuitos neuronais. Uma vez que tudo começa no cérebro, vamos dar-lhe a prioridade que merece, além de um tratamento saudável.

A importância da atividade mental na saúde
Durante muito tempo, pensava-se que as emoções produziam os pensamentos. Agora, sabe-se que é ao contrário: os pensamentos são os causadores das emoções. Somos o que pensamos. Assim, quando damos rédea solta à imaginação negativa em forma de ciúmes, descontentamento ou egoísmo, estamos dando liberdade às piores emoções: medo, ansiedade, tristeza, solidão, enfado...
Muitos poderiam estar saudáveis se pensassem que o estão, por isso é importante pensar positivamente. 

A importância da alegria
Uma das grandes aspirações do ser humano é ser feliz. Para o conseguir, a alegria desempenha um papel decisivo. A alegria, associada ao sentido de humor, é uma excelente ferramenta para suavizar conflitos. Não pense que a alegria é uma qualidade que se tem ou não. Trata-se mais de uma atitude que se cultiva e se desenvolve, ou seja, depende apenas do exercício da vontade.

Na realidade, há dois tipos de alegria:
A alegria como reação perante uma circunstância passageira, como a que é causada por se ser admitido num emprego desejado, encontrar-se com um amigo, receber um aumento de ordenado inesperado... Estas alegrias são momentâneas e não costumam durar muito.
A alegria como tendência vital, que se dá quando se aprende a valorizar os aspectos positivos da vida diária.
 
Por isso, a alegria tem um poder vivificante enorme. Quem a possui é capaz de se sobrepor às dificuldades e de manter uma atitude positiva perante elas. Isso implica o exercício do poder da vontade e destaca a importância do domínio próprio.
Não devemos esquecer que a conduta está plena de hábitos, não só físicos como emocionais. Pode ser que não sejamos alegres por natureza, mas, se cultivarmos a alegria, os progressos serão muito gratificantes.

As personalidades psicossomáticas
Existem traços que facilitam os problemas psicossomáticos. Um sujeito frustrado, tenso, hostil, que vive depressa e chega tarde; aborrece-se quando tem de esperar; faz várias coisas ao mesmo tempo e não consegue ficar quieto; irrita-se com facilidade e é brusco e não tem consideração para com os outros.
Esse sujeito é um grande candidato ao ataque cardíaco. Há, além disso, outros traços relacionados com doenças psicossomáticas:
baixa auto-estima
> problemas respiratórios
personalidade nervosa e ansiosa
> colite ulcerosa
apreensão e pessimismo
> úlcera gastroduodenal
perfeccionismo
> enxaquecas
conflitos emocionais
> hipertensão
dependência de outra pessoa
> alergias respiratórias
 
Embora estas correspondências não sejam matemáticas, se você tem algum dos traços de carácter acima mencionados, tente controlá-los e diminuir qualquer tendência forte. Procure a companhia de pessoas equilibradas e fuja dos extremos na sua conduta e pensamento. Caso necessário, busque a orientação de profissionais de saúde.


Recorde-se: mente sã, corpo são. Não é uma lei infalível, mas ajuda muito!

Fonte: Revista Saúde e Lar 
 

Depressão pós-parto: Tristeza fora de Hora

Uma sensação de inadequação ao seu novo mundo, vontade de chorar, angústia. E tudo isso não passa quando a mulher olha para aquele rostinho lindo no berço. Até piora. A depressão pós-parto atinge 12% das mães em todo o mundo. Muitas tentam esconder o sentimento, agravado pela vergonha de não se adaptar aos padrões de maternidade feliz mostrados na televisão, mas “Fingir que não está acontecendo nada é o pior que se pode fazer”, diz o psiquiatra Amaury Cantilino, Doutor em Neuropsiquiatria e coordenador do Programa de Saúde Mental da Mulher da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o médico estuda depressão pós-parto há dez anos e já tem vários trabalhos publicados sobre o assunto.

Quais as principais causas da depressão pós-parto?
A principal causa é biológica. Logo depois do parto há uma queda abrupta nos níveis de estrógeno, o hormônio feminino. No final da gravidez ele está centenas de vezes mais alto do que no caso de uma mulher não grávida, mas nas primeiras 48 horas depois do parto, volta aos níveis da pré-gravidez. Sabemos que há uma relação íntima entre os níveis de estrógeno e de serotonina, o neurotransmissor envolvido no humor. Daí a depressão. Juntase ao desequilíbrio hormonal o fator social. A mulher fica totalmente envolvida com os cuidados com o bebê, o corpo ainda não voltou ao seu normal, muitas se preocupam com o mercado de trabalho, outras sentem que perderam o protagonismo que tinham durante a gestação. É muita mudança. Se a mulher passar bem por ele, deve encarar bem qualquer situação.

Quem é mais suscetível a apresentar o quadro?
As mulheres que vivem situações estressantes durante a gravidez e as que recebem menos apoio são bem mais suscetíveis. Por fim, quem costuma ter tensão pré-menstrual (TPM) intensa, principalmente com sintomas afetivos como irritação e sensibilidade, também está mais propensa à depressão pós-parto, bem como mulheres que passaram por gravidez múltipla.

Quem teve depressão na primeira gravidez terá também na segunda?
A chance é bem maior. E quem não teve na primeira gravidez pode ter na segunda.

É possível perceber algum sintoma durante a gravidez?
Sim. Entre eles estão preocupações excessivas, medo intenso em relação ao parto, medo de assumir responsabilidade de mãe. A tensão muscular e dificuldade para se concentrar também são indícios.

Há alguma coisa que possa ser feita ainda durante a gravidez?
Algumas atitudes podem ajudar a acalmar a futura mãe e, assim, reduzir a chance de a doença aparecer. Vale fazer atividades que possam reduzir a ansiedade e buscar um aconselhamento médico e psicológico durante a gestação e após o parto.



Como fica a relação com o bebê?
O contato é menos afetuoso. A maioria das mães que sofrem com a doença apresenta pensamentos obsessivos, como jogar o bebê pela janela. Ela não quer pensar assim, claro, e isso causa angústia e faz com que se afaste do bebê, dificultando o vínculo da mãe com o filho, havendo como consequencia um impacto no desenvolvimento do bebê.

A mãe pode pôr em prática os pensamentos obsessivos?
Não, isso nunca acontece nos casos de depressão pós-parto. Há um quadro, muito mais grave, chamado psicose puerperal, que pode levar a mulher a fazer algo que fira o bebê. Ocorre em 0,2% das gestações.

Como se trata a depressão?
O tratamento envolve duas frentes: a farmacológica e a psicoterápica. Dentre os tipos de psicoterapia, as que parecem funcionar melhor são a cognitiva e a interpessoal. A cognitiva envolve os pensamentos que temos sobre as mais diferentes situações. Por exemplo, a mulher com depressão não consegue ficar sozinha com o bebê, pois isso faz que pense uma série de coisas que a deixam ainda mais deprimida. A terapia cognitiva ajuda a mulher a reestruturar esses pensamentos. Já a interpessoal foca nas relações sociais. As terapias funcionam para quem tem depressão leve. As que têm moderada ou grave, o que acontece em cerca de 5% dos casos, precisam também usar medicação. Existem remédios que podem ser tomados enquanto se amamenta sem afetar o bebê. O ideal é buscar orientação médica e jamais se auto-medicar.

Até quanto tempo depois do parto a depressão pode aparecer?
Até um ano, mas o mais comum é que surja algumas semanas depois do fim da gravidez.

Como o pai pode ajudar?
Sobretudo com muita compreensão. É comum a mulher ficar aborrecida com o marido. Afinal, a vida dele continua mais ou menos a mesma, ele sai para trabalhar, dorme bem. Além disso, ele nunca deve pensar que é uma bobagem, pelo contrário, deve ajudá-la a se recuperar desse problema.

Quando é hora de procurar ajuda?
Alguns indícios mostram que a mãe precisar consultar um médico.
• Angústia.
• Medo de ficar sozinha com o bebê.
• Dificuldade para amamentar.
• Pensamento recorrente de agredir o bebê, embora não se tenha intenção alguma de fazer isso.
• Choro constante.
• Dificuldade no contato com o marido e familiares.
• Sensação de aprisionamento.
• Excesso de preocupação.
• Dificuldade para dormir, mesmo quando o bebê adormece.
• Pensar que seria melhor não ter tido o bebê.



Depressão pós-parto pode ser facilmente tratada, procure ajuda!






10 Expoepi/2010 : Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças



Vigilância de doenças transmissíveis

Essa Mostra Nacional, ocorrida no Centro de Convenções Brasil 21 - Brasília, consolidou-se como o espaço para a troca de experiências entre os serviços de vigilância, profissionais de saúde e acadêmicos por meio do acompanhamento das transformações ocorridas epidemiológicas ao longo dos anos.  Consagrou-se como um mecanismo de divulgação e estímulo aos profissionais dos estados e municípios que encontram, neste evento, o local propício para compartilhar os resultados de suas ações.

O evento teve uma riqueza grandiosa de temas e debates, vejamos alguns:
A comunicação em saúde ganhou espaço, havendo uma discussão acerca dos pontos positivos e negativos da cobertura da mídia na pandemia de influenza H1N1 (2009). Concluiu-se que o desafio maior da comunicação em saúde é fazer com que a informação chegue à população sem distorções ou ruídos. 

- Foram realizadas sete oficinas e reuniões técnicas organizadas pelos departamentos da Secretaria de Vigilância em Saúde com a finalidade de atualizar os gestores estaduais sobre a promoção da saúde e sobre agravos não transmissíveis por meio de apresentações bem-sucedidas implementadas pelos diversos estados brasileiros. Nesta ocasião, houve um debate sobre a eficácia das ações de promoção da saúde, as principais conquistas e dificuldades dos últimos anos e as perspectivas para o futuro.

- Por meio de painéis, houve a discussão de temas relacionados ao combate de emergências de saúde pública, destacando a importância do aprimoramento da vigilância epidemiológica, da capacitação de profissionais e do trabalho conjunto entre as três esferas do governo (municipal, estadual e federal). 

- Além disso, temas como controle da dengue, a pandemia de influenza H1N1 e violências foram brilhantemente abordados em ricas discussões.

Distribuição de materiais impressos de grande qualidade sobre estudos epidemiológicos, prevenção e promoção de saúde, planejamento de ações em casos de epidemias ou surtos epidêmicos.



Promoção de Saúde na Educação

Intervenção de Conscientização sobre Pediculose realizada em uma comunidade escolar do Paranoá -DF por estudantes de Enfermagem da Universidade de Brasília.


Esta intervenção foi realizada em 2010 enquanto nós, estudantes de Enfermagem da Universidade de Brasília, cursávamos a disciplina de Parasitologia. 
Inicialmente, visitamos um colégio público de ensino fundamental do Paranoá-DF, onde entrevistamos alunos entre 6-12 anos e professores com a finalidade de levantar dados sobre a frequência de piolhos nas crianças e como os professores lidavam com essa situação.

Infelizmente, os resultados obtidos foram alarmantes. Quase 65% das crianças entrevistadas tinham ou tiveram pediculose recentemente, além disso, mais de 60% dos professores não souberam identificar um piolho ao visualizar uma fotografia ampliada do mesmo. Quando os entrevistados foram questionados sobre a forma de tratamento contra os piolhos, as respostas obtidas foram: o uso de coca cola, inseticidas como Baygon e Neocid, solução de água, vinagre e sal aplicados nos cabelos. Percebemos que a infestação por piolhos é vista com descaso pelo Sistema de Saúde que não tem um programa de controle; pela Instituição Escolar que não promove a educação dos alunos e/ou pais sobre as formas de evitar e ou tratar este mal pelo fato dos profissionais não possuírem conhecimentos básicos sobre este assunto. 

Em um segundo momento, voltamos a essa mesma escola e fizemos uma intervenção voltada para os alunos e professores, onde empregamos o teatro para transmitir as informações básicas sobre essa pediculose (infestação por piolho) como: definição, exposição de imagens do piolho, as formas de contágio e os tratamentos empregados para eliminar este parasita (uso de pente fino e de shampoos piolhicidas, catação). Nesta ocasião, entregamos a cada aluno um kit contendo um pente fino e uma cartilha com informações sobre  pediculose para que pudessem levar para os pais.
Mas qual a importância de se trabalhar a pediculose no ambiente escolar? A escola infantil é o local onde há maior incidência de piolho, além disso, essa infestação causa muito incômodo à criança gerando perda da concentração com interferência na aprendizagem, prejuízo da auto-imagem e preconceitos por parte dos colegas.  

A experiência vivenciada foi muito positiva tanto para a escola quanto para nós, estudantes de enfermagem, visto que a rede pública de ensino é carente de certas intervenções ou projetos na área da saúde, os quais são importantes para a mudança de comportamentos de risco e para a melhoria da qualidade de vida. Sob o nosso ponto de vista, pudemos obter muito aprendizado através da análise dos dados da entrevista, da percepção da realidade social dessa comunidade escolar, da relação de troca que estabelecemos com os alunos durante a intervenção, etc. Foi muito gratificante ter contribuído com um grãozinho de areia para a construção do conhecimento dessas crianças.







"A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo" (Mandela)