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Exercite-se no Trabalho!


A ginástica laboral tem sido de grande utilidade em empresas e locais de trabalho para ajudar na prevenção e no tratamento de distúrbios como Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados com o Trabalho (DORT). Desta forma, seguem alguns exercícios que podem te auxiliar no alívio das tensões musculares produzidas pelo trabalho repetitivo e pela manutenção da mesma postura em um grande intervalo de tempo.
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Posição em pé: Faça movimentos com a cabeça para a frente e para os lados direito e esquerdo. Gire a cabeça lenta e alternadamente. Relaxe os ombros. Evite movimentar a cabeça para trás, pois pode provocar compressão dos nervos.

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Posição em pé: Com a ajuda da mão direita, incline a cabeça para o lado direito e depois para o lado esquerdo, com a ajuda da mão esquerda. Mantenha-se em cada posição durante 30 segundos. Repita 4 vezes cada lado. 

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Posição em pé: Com os braços atrás do seu corpo, entrelace os dedos, mantendo os braços estendidos e os ombros relaxados. A cabeça e o tronco devem ficar retos. Afaste os braços do seu corpo, dentro do seu limite e mantenha-se nessa posição durante 10 segundos. Repita 4 vezes.

Posição em pé: Inspire fundo elevando os ombros e expire soltando-os sobre o corpo. Repita 4 vezes o movimento. Faça movimentos de rotação para a frente e para trás. Repita 4 vezes cada movimento.
Obs.: Aconselha-se fazer estes exercícios todos os dias ou, no mínimo, 3 vezes por semana.

Fonte: Revista Saíde e Lar - Adaptado

Amamentação, Um Ato de Amor!


O leite materno é alimento completo porque:

- contém vitaminas, minerais, gorduras, açúcares, proteínas, todos apropriados para o organismo do bebê;
- possui muitas substâncias nutritivas e de defesa, que não se encontram no leite de vaca e em nenhum outro leite;
- o leite da mãe é adequado, completo, equilibrado e suficiente para o seu filho. Ele é um alimento ideal. É feito especialmente para o estômago da criança, portanto de mais fácil digestão.
- traz vantagens para o bebê, como proteção contra infecções e alergias.

Seu Leite é Forte!

Todo leite materno é forte e adequado para o crescimento e o desenvolvimento do bebê. No primeiro dia, o leite produzido, chamado colostro, é transparente ou amarelado, tem alto valor nutritivo, é suficiente para as necessidades do bebê e age como uma verdadeira vacina, protegendo-o contra doenças. Deve ser dado ao bebê exclusivamente o leite materno nos primeiros 6 meses de vida. Os demais tipos de alimentos e água devem ser inseridos gradualmente na dieta do bebê após os 6 meses.

Posição certa para mamar

Para que o bebê sugue bem, ele deve abocanhar o mamilo (bico do peito) e grande parte da auréola (parte escura do peito), com o corpo voltado para o da mãe (barriga com barriga). Quando a criança pega o peito corretamente, com a boca bem aberta, o leite sai em quantidade suficiente, o bebê engole tranqüilamente, a mãe não sentirá dor nem terá rachadura no peito.

Doe leite materno.

Evite que a mama fique muito cheia e pesada. Se isso acontecer, ferva um frasco de vidro com tampa de plástico por 10 minutos, prenda os cabelos, lave bem as mãos, coloque os dedos onde termina a auréola e aperte várias vezes até o leite sair. Guarde o leite no frasco de vidro, na geladeira (12 horas) ou congelador/freezer (15 dias) ou doe a um banco de leite humano. Para aquecer o leite, use banho-maria. Quando a mãe não estiver em casa, dê o leite materno no copinho ou colher para não prejudicar o aleitamento.

Evite bicos, chupetas, chuquinhas e mamadeiras

Esses produtos prejudicam a amamentação. Os bebês que fazem uso de mamadeiras e chupetas acabam largando o peito. Além disso, esses produtos aumentam o risco de contaminação do leite se não higienizados adequadamente, provocando doenças; atrapalham o aleitamento materno por influenciar na pega correta do peito; podem modificar a posição dos dentes, prejudicando a fala e a respiração.

Cuidado com Medicamentos

As mulheres que estão amamentando só devem tomar medicamentos receitados pelo médico, pois muitos fármacos possuem princípios ativos que podem ser passados da mãe para o bebê através do leite materno, gerando reações adversas.

Amamente!

Recomenda-se que todo bebê seja amamentado exclusivamente no seio materno até os seis meses de vida. Depois, introduza frutas e comidinha na forma de purês e papas gradualmente e continue a amamentação até os dois anos.

Cuide das Mamas!
• Não usar cremes, pomadas, sabão ou sabonete nos mamilos.
• Evitar a retirada do colostro durante a gestação, pois isso pode estimular contrações uterinas.
• A criança mama a aréola e não o bico.
• Nenhum tipo de bico impede a amamentação se o mamilo fica saliente ou se “espicha” quando é puxado.
• Usar sutiã ajuda na sustentação do peito.
Dicas:
- Oferecer o peito logo após o nascimento, ainda na sala de parto, quer seja parto normal ou cesária, porque estimula a produção e descida do leite.
- Oferecer o peito sempre que o bebê quiser, de dia ou de noite, ou seja, sob livre demanda, porque quanto mais o bebê mamar, mais leite o peito produz.
- Oferecer um peito até o bebê soltar e depois oferecer o outro. Não interromper a mamada, é importante dar de mamar até o bebê soltar, para que ele receba o leite do final da mamada, que é mais rico em gorduras. O leite do início “mata” a sede e protege o bebê, o do final “engorda”.  Na próxima mamada, começar com o peito que o bebê sugou por último na mamada anterior, ou no que não mamou.
- Se for preciso interromper a mamada, a mãe deve colocar a ponta do dedinho no canto da boca do bebê para que ele solte o peito sem machucar.
- Para o bebê arrotar, a mãe, o pai ou outro familiar deve levantá-lo e apoiar a cabeça no seu ombro e fazer uma leve massagem nas costas. É importante a participação da família neste momento.

Referência:
Hospital Monte Sinai : http://www.hospitalmontesinai.com.br
Ministério da Saúde: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=1251
 Fonte das imagens: mundodaluha.blogspot.com.br


Texto por Iedda Carolina. Publicado Origalmente no site www.vitriners.com.br 

Mioma Uterino


Os miomas uterinos são tumores sólidos benignos do tecido muscular do útero. Acomete cerca de uma em cada quatro mulheres em idade reprodutiva. Esta doença pode estar associada a um desequilíbrio hormonal, que seria responsável pela proliferação das fibras musculares do útero, sendo o estrogênio o mais relacionado.
O fator genético está diretamente ligado ao desenvolvimento de miomas porque mulheres cujas mães ou irmãs desenvolveram esse tumor apresentam maior risco de também sofrerem com o problema. Somam-se a isso fatores de risco, como gravidez tardia, ingestão regular de bebidas alcoólicas – especialmente cerveja –, quadro de hipertenção e uso de pílulas anticoncepcionais antes dos 16 anos de idade.
Muitas mulheres com mioma uterino são assintomáticas (não sentem a presença da doença). Dessa forma, é comum o problema ser descoberto ocasionalmente, durante algum exame ultrassonográfico – realizado como rotina ou para a investigação de outros problemas. Esse é um dos motivos pelos quais é importante consultar o médico ginecologista periodicamente para realizar os exames de rotina.
Algumas pacientes, por sua vez, apresentam sintomas como: mudanças no ciclo menstrual, hemorragias, dor pélvica, alterações urinárias e intestinais, devido à compressão do útero, bexiga. Nesses casos, os indícios de miomas levam os médicos a pedirem exames específicos.
Útero contendo miomas 
Tratamento
A forma de tratamento varia de acordo como o quadro clínico da paciente, com o tamanho do mioma, a idade da paciente, sobretudo quando há a necessidade de preservação do útero para garantir uma futura gestação e, ainda, se há ou não a presença de gravidez.
Geralmente, quando o mioma é pequeno e encontrado ocasionalmente, ou seja, sem a presença dos sintomas anteriormente descritos, a paciente pode ser apenas acompanhada. Se, no entanto, a paciente apresenta queixas, a alternativa é o tratamento clínico, que consiste na administração de medicamentos para baixar os níveis de estrogênio, para promover uma regressão do mioma.
Quando o tratamento medicamentoso não atinge os objetivos desejados, pode-se indicar uma cirurgia para a retirada do mioma. Outra opção é o procedimento de "embolização das artérias uterinas", que objetiva interromper os vasos sanguíneos que irrigam o mioma, levando-o a murchar até desaparecer em algumas semanas.
Existem, porém, situações nas quais a localização e o tamanho do mioma obriga a realização de uma cirurgia para a retirada do útero. 
A conduta que o profissional médico elegerá varia a depender do perfil da mulher, das características do mioma, dos sintomas, do estagio da doença, dentre outros fatores. A vigilância  é fundamental! Não se esqueça de realizar suas consultas de rotina! Cuide-se!  
Fonte: Revista Medicando - Adaptado

Fortalecimento de Tríceps, Abdome e Região Lombar

1 Posição: sentada na bola suíça, com as pernas afastadas e fletidas, com os dois pés no chão. Segure um peso de 1kg em cada mão. Os braços deverão estar elevados acima da cabeça. Desça o antebraço, movendo-o para trás, em 4 tempos e volte à posição inicial em 4 tempos. Repita o exercício 4 vezes.
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2 Posição: de lado e apoiada na bola suíça, as pernas deverão estar estendidas, os pés no chão em posição lateral, com uma mão apoiada na bola e a outra na cabeça. Eleve o tronco, lateralmente, em 4 tempos e volte em 4 tempos. Repita o exercício 4 vezes e mude de lado.
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3 Posição: deitada de lado, com o braço de baixo alongado à frente do corpo, e apoiado no chão. O braço de cima deverá estar fletido e apoiado na cabeça. As pernas alongadas lateralmente. Flexione o tronco para a frente e, ao mesmo tempo, flexione a perna. Faça 4 tempos para flexionar e 4 tempos para voltar à posição inicial. Repita o movimento 4 vezes para cada lado.
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4 Posição: deitada em decúbito ventral sobre a bola suíça. Estenda um braço para a frente e o outro apoiado no chão. Pernas estendidas para trás, uma apoiada no chão e a outra elevada no ar. A mão estendida deve ser a contrária à da perna estendida. Faça 4 tempos para alongar e 4 tempos para voltar à posição inicial. Repita 4 vezes cada lado.
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Dicas!

O cuidado das costas deve começar na infância, com a aquisição de bons hábitos posturais:
- Não forçar as costas
- Evitar passar demasiado tempo na mesma posição, quer seja de pé (parados), quer sentados ou deitados.
- Evitar passar muito tempo a fazer uma mesma atividade que exija esforço das costas.
- Intercalar períodos de descanso com os de atividade, para praticar exercícios de relaxamento e de alongamento.
- Em caso algum levantar mais de 25kg de peso.
- Evitar os assentos moles
- Os sofás, poltronas e assentos moles em geral, favorecem a curvatura excessiva das costas. - Os assentos duros são preferíveis, pois permitem manter posturas mais eretas.
- Usar calçado adequado
- Um apoio correto dos pés protege as costas. Pelo contrário, sapatos de salto excessivo (mais de 5cm) ou totalmente rasos, sobrecarregam as costas e predispõem para que doam.
- As solas capazes de absorver o impacto da caminhada, como as sapatilhas de corredor, protegem a coluna e contribuem para evitar a dor nas costas.
- Evitar a obesidade
- Cada quilo a mais que se acumula no corpo, especialmente no ventre, implica um trabalho acrescentado para as costas. Perder peso alivia muitas dores de costas.
- Evitar a prisão de ventre
- O aumento de pressão abdominal causado pela prisão de ventre favorece a hérnia dos discos intervertebrais, uma das causas mais importantes de dor lombar e de ciática.
- Praticar natação: nadar é o melhor exercício para fortalecer e, ao mesmo tempo, relaxar os músculos das costas. Basta mover os braços e o tronco dentro de água, para se aliviarem muitas dores de costas.
- Descansar adequadamente


A falta de repouso adequado é um desencadeante de episódios de dor de costas.
* Respeitar as horas de sono, 7 ou 8 horas por noite. Durante o sono, os músculos relaxam e as articulações da coluna recuperam a sua elasticidade.
* Escolher bem o colchão para dormir, mais duro do que mole.


Manter uma postura correta
A postura é um hábito que, por repetição, chega a tornar-se inconsciente.
Para cuidar das costas é fundamental corrigir vícios posturais adquiridos na vida diária ou no trabalho que, parecendo mais cômodos, vão alterando a biomecânica das costas. Quanto menor for a idade, mais graves são os vícios posturais que se adquirem. 



Fonte: Revista Saúde e Lar-Adaptado.

O Inverno Chegou e as Doenças Respiratórias Também!


O inverno traz na mala inúmeras doenças respiratórias como gripes, resfriados, bronquite, pneumonia e asma. As baixas temperaturas e o tempo seco, juntamente com a poluição, favorecem a instalação de microorganismos oportunistas nas vias respiratórias, causando inflamação e produzindo os seguintes sintomas: tosse, espirros, dificuldades respiratórias, congestão nasal, cansaço, febre e dores pelo corpo.


É preciso, assim, tomar alguns cuidados para prevenir essas doenças:

- Evitar o contato direto com pessoas gripadas ou resfriadas.
- Manter a casa arejada e limpa, pois o pó, a sujeira e os ácaros podem irritar as vias respiratórias, causando alergias.
- Umidificar os ambientes para amenizar o ressecamento do aparelho respiratório.
- Apesar de a sensação de sede ser menor no inverno, beber bastante líquido para hidratar o corpo.
- Não fumar e/ou não entrar em contato com fumaça de cigarros, pois a toxicidade dessa fumaça pode irritar as vias respiratórias.
- Usar soro fisiológico para umidificar as narinas quando elas estiverem ressecadas ou irritadas.
- Evitar exposição prolongada a ambientes com ar-condicionado, visto que esse aparelho resseca o ar.
- Os idosos, gestantes e crianças devem manter a vacinação contra gripe em dia.
- Na presença dos sintomas, evite a automedicação, procure um médico.






Texto por Iedda Carolina. Publicado Origalmente no site www.vitriners.com.br 

Verdades e Mentiras sobre os Piolhos


Coceira na cabeça? Pode ser piolho! Os piolhos são insetos que se instalam no couro cabeludo e se alimentam de sangue. A fêmea pode colocar entre 50 a 250 ovos durante sua vida adulta (3 a 4 semanas). Estes ovos são chamados de lêndeas, são ovais e levam de 6 a 9 dias para originar um piolhinho. [1]
Os piolhos são o terror das crianças em idade escolar. Dessa forma é importante conhecermos algumas verdades e mentiras sobre este inseto para a prevenção ou tratamento adequado, sem colocar a saúde da criança em risco.

1. Os piolhos não voam. – VERDADE
Os piolhos não possuem asas, além disso, eles também não passam de uma pessoa para outra ‘pulando’, pois eles também não possuem patas adaptadas para saltar como as pulgas. Acredita-se que a principal forma de transmissão dos piolhos de uma pessoa para outra seja realmente o contato cabeça/cabeça. Outras formas, como compartilhar pentes e escovas, bonés e até o mesmo travesseiro, também favorecem o contágio.
Piolho adulto

 
2. Lavar a cabeça diariamente com xampu ou sabonete comuns elimina o piolho. – MENTIRA
Não é bem assim. Os piolhos são bastante resistentes à água quente do nosso banho e aos sabonetes e xampus comuns, logo eles não morrem afogados. Além disso, os xampus e sabonetes comuns não possuem compostos químicos piolhicidas.

3. As pessoas pegam piolho por falta de higiene. – MENTIRA
Não há nenhuma relação entre o piolho e a falta de higiene nos cabelos. Pelo contrário, o inseto prefere fios limpos.
 
Lêndea

4. Cabelo comprido tem mais chances de pegar piolho. – MENTIRA
As meninas são mais propensas a ter piolho porque ficam muito próximas na escola, se abraçam mais, etc. Já os meninos se mantêm mais distantes, jogando bola. Além disso, os piolhos vivem preferencialmente nas raízes do cabelo em contato com o couro cabeludo. Dessa forma não faz diferença se as meninas possuem cabelo curto ou longo.  Entretanto, cabelos curtos favorecem uma melhor visualização dos piolhos.

Pente fino

5. Adulto pode pegar piolho de uma criança. – VERDADE
Os adultos também podem pegar piolho através do compartilhamento de objetos pessoais ou pelo contato cabeça/cabeça com crianças contaminadas.

6. Raspar a cabeça combate o piolho – VERDADE
A raspagem do cabelo é eficiente, pois remove o cabelo bem rente ao couro cabeludo, onde o piolho habita. Entretanto, utilizar este método para meninas pode ser traumático.

7. O uso de inseticidas como Baygon ou Neocid é indicado. – MENTIRA
Método de Catação

É proibido usar estes inseticidas para o combate de piolhos, pois eles não foram criados para esta finalidade, podendo gerar intoxicação e alergias ao serem aplicados no couro cabeludo. Na eliminação dos piolhos, o correto é o uso da catação, do pente fino e dos produtos piolhicidas vendidos na forma de xampus, loções e sabonetes, encontrados nas farmácias. O uso de receitas caseiras como sal e vinagre diluídos em água, coca-cola, dentre outros podem até funcionar, mas traz o risco de danificar o cabelo e irritar o couro cabeludo.

Em caso de dúvidas, procure o serviço de saúde!

Referência:
[1] ANDRADE, F. C.; SANTOS, L. U. 2000. Controle da Pediculose: um projeto educativo. Instituto de Biologia. Unicamp.
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Texto por Iedda Carolina. Publicado Origalmente no site www.vitriners.com.br 

Prevenção do Câncer do Colo do Útero

Segundo o Ministério da Saúde, “o câncer do colo do útero corresponde, aproximadamente, a 15% de todos os cânceres que ocorrem no sexo feminino. Seu pico de incidência situa-se entre os 40 e 60 anos de idade, sendo pouco freqüente abaixo dos 30 anos”[1].

O colo do útero é um canal estreito que liga a vagina ao útero, conforme pode ser observado na figura abaixo. Modificações nas células que revestem este canal podem evoluir para lesões cancerosas invasivas se não houver diagnóstico e tratamento precoce.
Os fatores que colocam a mulher em risco de desenvolver o câncer do colo do útero são:
- infecção pelo vírus papiloma humano (HPV), o qual invade as células do colo provocando mudanças genéticas que favorecem o desenvolvimento da doença;
- multiplicidade de parceiros;
- história de infecções sexualmente transmitidas (DST), pois muitas dessas DST favorecem a instalação do vírus HPV nas células do colo;
- tabagismo;
- início sexual precoce e sexo desprotegido;
-uso de anticoncepcionais.
Geralmente, o câncer do colo evolui lentamente e sem produzir sintomas, entretanto, a mulher deve estar atenta a sinais como sangramento após as relações sexuais, dor pélvica, secreções vaginais de odor fétido e cor escura. Na presença de qualquer sinal suspeito, deve-se procurar o serviço de saúde, para que se realize uma investigação mais detalhada.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, “dentre todos os tipos de câncer, o câncer do colo do útero é o que apresenta um dos mais altos potenciais de prevenção e cura, chegando a perto de 100%, quando diagnosticado precocemente”i.
Uma das principais estratégias de prevenção é o sexo seguro, através do uso de preservativos, pois evita contaminação pelo vírus HPV através do ato sexual. Além disso, é fundamental a realização do exame Papanicolau, que tem a finalidade de verificar o aspecto do colo do útero e/ou detectar lesões em estágios iniciais, antes do aparecimento dos sintomas, favorecendo um tratamento mais rápido e eficaz.
O exame Papanicolau deve ser realizado por mulheres na faixa etária de 25 a 60. Entretanto, mulheres com vida sexual ativa, independentemente da faixa etária, também devem realizar  esse exame rotineiramente. A recomendação é de que o exame Papanicolau seja realizado uma vez por ano.
Mulheres infectadas por HPV, Aids ou outras doenças que provocam uma queda no sistema imune devem ter um cuidado ainda maior, cumprindo essa periodicidade à risca, pois estão mais sujeitas ao desenvolvimento da doença.
Cuide-se mulher, a prevenção é o melhor remédio!

[1] Ministério da Saúde (Brasil). Prevenção do Colo do Útero. Brasília, 2002.


Texto por Iedda Carolina. Publicado Origalmente no site www.vitriners.com.br