Combate ao Fumo: Apague esse mal.


O cigarro, que tradicionalmente foi associado ao glamour e à rebeldia adolescente, hoje está vinculado à doença, ao vício e à inadequação social. Se antes era possível ser fumante sem nunca questionar o hábito, hoje todo adepto do fumo se depara com o desafio de deixar de fumar.

O tabagismo é uma doença e, como toda doença, é preciso ser tratada, entretanto, sabe-se que parar de fumar não é fácil, mas também não é impossível! O primeiro passo é querer, ter vontade própria de deixar o fumo.

Por que é tão difícil parar de fumar? 
A culpa é da nicotina, uma das mais de 90 substâncias tóxicas presentes no cigarro, a qual causa dependência. Ao dar uma tragada, as moléculas de nicotina são absorvidas pelo pulmão e caem na corrente sanguínea, levando cerca de 7 segundos para alcançar o cérebro em uma região específica denominada de sistema límbico, o qual comanda as emoções e as necessidades básicas do corpo, como comer e dormir. Neste local, a nicotina se encaixa nos receptores de acetilcolina e passa a desempenhar as funções desse neurotransmissor como induzir a produção de substâncias relacionadas à sensação de prazer.
Aos poucos, o próprio cérebro diminui a produção de acetilcolina, contando com a atuação da nicotina para desempenhar a função desse neurotransmissor. São essas mudanças na estrutura cerebral que despertam a vontade de dar mais uma tragada, necessidade que se repete várias vezes ao dia. Com o passar dos anos, o fumante vai ficando ainda mais viciado, pois o número de receptores para a nicotina é aumentado, tornando a nicotina mais poderosa.


A forte sensação de desprazer e outros sinais desagradáveis que ocorrem na ausência de nicotina é conhecida como síndrome de abstinência, um dos fatores que mais dificultam parar de fumar. Isso sem falar na dependência psicológica, a falta que faz o velho hábito de estar com o cigarro por perto. Não é à toa que a maioria dos tabagistas simplesmente não consegue se livrar do vício na primeira tentativa. Cerca de 80% dos que param pra valer só são bem-sucedidos depois de tentar cinco vezes. Por isso, se você já tentou apagar o cigarro do seu cotidiano sem sucesso, não desista.

Como parar de fumar?

Largar o cigarro depende, em primeiríssimo lugar, do desejo do fumante.
É ele quem deve enumerar os inúmeros benefícios da decisão e preparar estratégias para superar os sintomas da abstinência que funcionem no seu caso. 
Quem pretende abandonar vício sozinho vai se defrontar com o embate entre o desejo de parar e a necessidade, tanto
psicológica como fisiológica, criada pelo cigarro. Devido a isso, 
É bom
 ir reduzindo em 20% o número de cigarros tragados a cada semana até chegar ao dia estabelecido, aquele de zerar o hábito de vez.

Também é importante buscar alternativas quando bater aquela vontade de dar suas baforadas. Vale tudo: fazer atividade física e exercícios de respiração, cantar, rabiscar e evitar os gatilhos, as situações que propiciam a recaída: tédio, estresse, companhia de outros fumantes, bebidas alcoólicas e café. Para fechar o cerco à síndrome de abstinência, peça a ajuda (e a paciência) da família e dos amigos. 
Além, é claro, de tirar de cena objetos que lembrem o vício, como cinzeiros.

O que mais pode lhe ajudar? 
Medicamentos, psicoterapia e terapias alternativas sempre respaldado pela orientação médica.


Prepare-se para dar adeus ao fumo!

Sem um bom treino para vencer essa luta, as tentativas em geral são infrutíferas. E a arma mais importante para evitar frustrações é a informação. O fumante deve estar consciente de que é um dependente e que a briga vai ser dura, mas que ele pode, sim, sair vitorioso.
O primeiro passo é marcar uma data e espalhar a notícia para familiares e amigos. “Assim você assume um compromisso com as pessoas de quem gosta e isso vai ser um incentivo a mais para persistir na batalha”, afirma Ricardo Meireles, técnico antitabagismo do Instituto Nacional do Câncer, o Inca.
A etapa seguinte é pensar em estratégias sobre como parar de fumar: vou usar esse ou aquele método? Devo ou não tomar remédio? Será que é melhor buscar ajuda profissional? Consigo enfrentar a barra sozinho? Pergunte-se também quais são os gatilhos que o levam a acender um cigarro.


Se você fuma para aliviar a tensão, por exemplo, o ideal é que evite ficar estressado durante a abstinência. Vale até procurar um médico que poderá receitar um antidepressivo. Outra boa dica é conversar com ex-fumantes. Eles vão contar como foi esse processo, o que fizeram para conseguir, qual o método que usaram. Os especialistas também sugerem que você escreva os motivos que o levaram a tomar a decisão e listar os benefícios que ela trará à sua vida. Lembre-se de carregar esse papel sempre com você. E aí, quando bater aquela vontade de jogar tudo para o alto e botar o cigarro na boca, leia o texto com atenção.